Arquivo de Julho, 2008

L’Atelier Michel Darqué

Fomos conhecer o ateliêr do chef Michel Darqué no bairro paulistano de Pinheiros. Ainda não havia o encontrado pessoalmente, mesmo tendo trabalhado nos mesmos - mas em épocas diferentes - hotéis da cidade. Darqué nos passou aquela velha impressão de já nos conhecermos há bastante tempo. Simpático, falante e sem frescuras e com uma mão impecável para a gastronomia, o chef é nascido na França e está no Brasil há 28 anos e é casado com a brasileira Marlene, que o ajuda na administração do restaurante.

A experiência de Darqué inclui os hotéis Maksoud Plaza, Renaissance, Unique Garden e WTC Hotel, este na época que era administrado pela Sol Meliá.

No térreo do sobrado que abriga o L’Atelier ficam a saleta de espera e a grande cozinha. No pavimento superior, dois salões, o maior tem umas dez mesas e, o menor, cerca de cinco. A decoração é neutra e as cadeiras são confortáveis. A sugestão do chef foi o menu degustação – particularmente gosto muito dessa opção, pois o jantar vira um ritual artístico. Perfeito!

O couvert com pães quentinhos feitos por Michel inspirou nosso apetite e depois de quase três horas de bom bate-papo, o sorriso em nossas faces demonstrava o êxtase alcançado. Achou que eu iria detalhar o que comemos? Nananinanão… A vossa curiosidade os guiará até a porta do restaurante!!! E, com certeza valerá à pena!

Mas, olha, o chef tem uma mesa (para seis pessoas) dentro da cozinha, onde ele prepara e serve as suas delícias. É preciso reservar pois a procura é grande! Quem sabe não nos encontramos por lá? Boa semana e bon appétit!

Plantar é contagiante

Na quarta-feira passada (9) comemoramos o aniversário de cinco anos do Hôtelier News. Resolvemos, a Solange e eu, realizar um plantio de árvores. Achei que cinco árvores seria pouco e pensei que o número 60 caíria bem. Uma para cada mês de atividades. Conseguimos reunir cinco patrocinadores para a ação e passamos a coordenação ao Instituto Plant+Ar que conseguiu o parque que eu vislumbrei, o do Povo, onde ficava o circo-escola picadeiro.

No horário marcado os convidados começaram a chegar e começamos o plantio com um pequeno discurso. A primeira árvore fiz questão de plantar e convidei o Camilo Torre para me ajudar. Depois, os outros patrocinadores também puseram as mãos na massa. A idéia era plantar simbolicamente cinco mudas, mas fomos adiante e no final plantamos quase uma dúzia - as outras foram plantadas durante a manhã em outras áreas do parque.

Ver a alegria das pessoas plantando foi muito legal. Todos estavam felizes. Deveríamos fazer isso mais vezes, por que não todo mês? O contato com a natureza nos fortalece com uma energia plena que nos enche de ânimo e alegria. Acredito que todo ser vivo tem dentro si guardado lá no fundo d’alma um link com a natureza. É como fosse uma chavezinha que ao ser acionada não desliga mais. Quero plantar mais! Ainda bem que temos um plantio que será feito pelo Plant+Ar em breve. Serão 250 árvores. Quem quiser mais informações é só me escrever e para ver algumas fotos é só procurar pela comunidade do Plant+Ar no Orkut. E aí, vamos plantar? Boa semana!

O Acontecimento

Sexta fomos ao cinema – a vez anterior foi no segundo semestre de 2007 para assistir Across the Universe. Vimos o mais recente do diretor indiano M.Night Shyamalan, The Happening ou se prefirerem a tradução brasileira, Fim dos tempos.

Últimamente, a crítica e o público não têm gostado muito das películas dele. No Sexto sentido (1999), foi brilhante e aclamado por todos, depois em Corpo fechado (2000), também recebeu elogios, com Sinais (2002), continuou no podium. No A Vila (2004) muitos torceram o nariz, no Dama na água (2006), ninguém falou nada e agora neste, já tem gente que não gostou. Concordo que o título brasileiro (Fim dos tempos) cria uma expectativa que não existiria se fosse O Acontecimento. Os espectadores vão esperando ver o fim de alguma coisa e isso realmente não acontece. Não há um ‘fim’ nessa película, apenas a narração de um acontecimento. Um aviso. Uma ficção talvez até verossímil se analisarmos a fundo. É isso que gosto nos filmes de Shyamalan. Seus roteiros nos fazem pensar e e analisar atentamente todos os detalhes, que muitas vezes passam desapercebidos, além de ter na maioria das vezes uma mensagem construtiva e positiva.

Conheço muitas pessoas que adoram filmes de terror, sem roteiro e moral, com apenas cenas de sustos nonsense. Gosto de suspenses… E esse filme prende a atenção do começo ao fim. Infelizmente não posso entrar em mais detalhes pois poderão existir leitores que ainda não o assitiram. Posso apenas mencionar que, se forem assistir prestem atenção nos detalhes dos acontecimentos em si e a forma como as pessoas reagem. Tudo tem a ver com o que a maioria dos seres humanos está fazedo com o ambiente terreno. E todas essas ações podem nos levar, aí sim, ao final dos tempos.

Há algum meses atrás o Gustavo Hamam me presenteou com um documentário colombiano - O Olho de Hórus – sobre a cultura egípcia. Interessantíssimo, inclusive revelando segredos e os porques da construção das pirâmides. Num dos capítulos, mencionava-se que a terra passa regularmente por ajustes no seu eixo. Se não me engano, a cada 12 mil anos. Algo normal e puramente físico. O problema é que devido às ações humanas no âmbito do desenvolvimento industrial, leia-se poluição, principalmente na última metade do século passado, esse período pode ser antecipado. Jornais argentinos mencionaram na semana passada que a previsão para o derretimento das calotas polares é de até seis anos (2014). O degelo já está causando problemas climáticos em todo o globo. Há quanto tempo estamos com temperaturas baixas em São Paulo, principalmente na madrugada? Precisamos fazer algo, urgente!… Boa semana! E se puder, plante e cuide de uma ou mais árvores. Para quem não sabe como, clique no link do Projeto Plant+Ar aí do lado. Eles são especialistas no assunto e poderão ajudá-los.

Music is the best

Desculpem leitores pela ausência no último final de semana. Viagens e compromissos me desconcentraram na logística.

Outro dia o Vinícius Medeiros sugeriu que eu escrevesse sobre os Beatles ao invés de falar sobre política. OK, vou falar um pouco de música. Não é dos Fab4 que escreverei, mas de um sujeito que já vive em outra esfera e que nos deixou um legado de composições fantásticas. Suas canções não tocam muito nas rádios. O que a Kiss FM veicula às vezes é a Bobby Brown  e só. Ele já foi aclamado como o maior compositor do século XX e um dos maiores gênios da música de todos os tempos. Suas obras englobam todos os gêneros, do pop ao blues, do rock ao reggae, do rap à música clássica. Seus arranjos são espetaculares e a riqueza de sons inigualável.

Fumante inveterado, “para mim o cigarro é comida” dizia nas entrevistas, mas um avesso às drogas não oficiais. Em suas turnês, não se via nenhum tipo de consumo ilícito e os ensaios duravam entre 8 ou 10 horas.

Entendo que as letras de suas canções foram a maior causa da falta de mais admiradores. Pornografia, sadismo e outros ingredientes constatam que os gênios sempre têm algo de errado, sé é que podemos dizer isso, pois no caso de Frank Zappa não há como estar errado. O que vinha na sua mente se transformava em música. O mais engraçado é que Bobby Brown é uma das suas mais tocadas nas rádios nacionais e uma das mais pedidas. Deve ser porque a maioria dos brasileiros não entende o que as letras dizem e a música possui um ritmo, um gingado todo brazuca.

Saudades do Zappa e das idas à serrinha no Chevette do Denis escutando Joe’s Garage. Bons tempos arquivados nos nossos HDs. Viva Zappa!