É muito comum as pessoas perguntarem qual é a nossa ascendência. Eu sempre brinco, depois que respondo que tenho sangue armênio, italiano, tcheco, iuguslavo (ou será servo e montenegro) e russo, que minha carroça de cigano está parada lá fora. Minha saudosa vó Rosa, mãe de meu pai, dizia também que algum antepassado nosso foi judeu… Isso sem contar as outras encadernações vividas, hindú? Japonês? Árabe?
A maior parte de minha família é de origem armênia e desde que sou gente lembro do questionamento e revolta sobre o genocídio que houve entre 1915 e 1917 quando mais de 1,5 milhão de armênios foram mortos. 30 anos depois foi a vez do povo judeu que perdeu também futuros gênios do segmento artístico, hoje tão bem representados por seus descendentes.
Nunca bati no peito e disse que era armênio ou isso ou aquilo. Sempre me considerei um cidadão do mundo e sempre amei a Terra e a todos que habitam esse planeta, que há alguns anos atrás foi mais azul.
É verdade que tenho orgulho de ter escolhido o Brasil para viver a minha atual jornada. Aqueles que me conhecem com mais intimidade sabem da minha filosofia de vida. Quando me perguntam qual é minha religião, respondo: tento ser espiritualista. E todo espiritualista que conheço sempre fala do ser maior, pensa no macro e não no micro. Pensa na existência cósmica e no eterno.
Outro atributo que acredito ser comum na classificação de cada um que permeia o amor entre todos é que existe um respeito muito grande pelo “tempo” de cada um. Não saio por aí querendo que todos que conheço ou passo a conhecer devam pensar como eu. Acreditamos plenamente no livre arbítrio de cada um e o que no fundo desejamos, de verdade, é a felicidade de todos. Nem quero que pensem que sou um santo e perfeito. Se fosse, com certeza estaria em outra esfera planetária ou molecular tentando evoluir mais um pouco. É, caro leitor, o aprendizado nunca cessa até nos unificarmos novamente ao grande criador. Mas, essa é outra história… que também não sei direito.
Tudo isso para dizer que se eu fosse o presidente do Brasil, convidaria o povo judeu para vir para cá. Entraria num acordo com os estados e criaria o estado de Israel no litoral do nordeste. Daria a mesma área que eles (tentam) possuir e diria: venham para essa terra, coberta de boa energia, onde tudo e mais um pouco nasce, se plantando. Parem de guerrear, de ver seus filhos perderem a esperança de ver o mar azul. Venham para cá israelenses e construam um novo país! Deixem de lado as tradições e vivam para uma nova fase que se implantará em vossos corações!
Na verdade, na mais pura verdade, lá dentro do meu coração o que eu quero, assim como milhões de pessoas, é que os irmãos palestinos, árabes, iranianos, judeus, sírios, tibetanos, hindus, chineses, vietnamitas, armênios, turcos, iraquianos, norte-americanos, alemães, ingleses, franceses, nigerianos, angolanos, sérvios, cristãos, protestantes, muçulmanos, budistas, e outros istas e manos deem as mãos, se abraçem e vivam felizes, unidos em prol de todos! Juntos!
Utópico? Sonhador? Louco? Me chame do que quiser, mas não se esqueça da vontade daquele que nos criou e daquele do qual todos nós fazemos parte. Ou vocês não conhecem a história da onde saiu Abraão? Boa semana para todos nesse ano que se inicia! AMOR = PAZ = SAÚDE = PROSPERIDADE
Prezado Peter,
Eu não escrevo tão bem como o Senhor, assim perdoe os erros de escrita. Como você também eu decidi morar neste pais, onde cheguei faz 8 anos.
Sou Judeo -graças a D’us- e por nada deste mundo deixaria as minhas tradições para tras. Uma das primeiras coisas que aprendemos ainda criança – Ani Maanim = Eu creio…), é o respeito pelas nossas tradições judaicas. A última que lembramos antes de deixar este mundo “azul” e pura tradição judaica – Shemá Israel Hashem Elokeinu, Hashem Ehad = Escuta Israel (todo o povo) D’us e Eterno, D’us e Um…..E foi assim desde os tempos de Abraham Avinu, a pesar de seu origem ser Padam Aram.
Lembro da intenção de estabelecer o Am Israel na Russia, outros desejaram nos instalar no sul de Chile, outros em Alaska e assim por diante. E seria muito bom, BOM DEMAIS, termos um chão no nordeste do Brasil….olha mesmo, o lugar onde os primeiro judeos expulsos da Espanha chegaram a 500 anos atras e ajudaram a criar os cimentos deste lindo e grande pais.
Mas com tudo Amigo Peter, nosso lugar é aquela terra mesmo, chamamos de Eretz Israel, terra que emana leite e mel, terra “abençoada” por D’us porem não sabemos quando teremos a tão sonhada PAZ para todos nos….. é esse lugar pelo qual choramos a mais de 2000 anos. É para aquela terra que nos viramos para orar, é por aquela terra que sofremos, é por ela que sorimos. É por ela que todos os dias pedimos para o Mashiaj vir pronto ainda em nossos dias, para nos juntar dos 4 cantos do mundo.
Fazo meus os seus desejos de PAZ para todos neste planeta AZUL, que D’us criou para viver nele todos como irmãos….
Grato,
Sic
Prezado Sic, agradeço pelo seu e-mail, comentários e elucidações. Vamos em frente pois com os desejos fraternos em comum um dia poderemos vê-los realizados! Um grande abraço
Caro Peter,
Primeiro te parabenizo pelo exposição clara, honesta, corajosa e sincera.
O tema é polêmico e merece ser tratado com cuidado e respeito. Respeito a tadas vidas perdidas e a tantas e profundas dores deixadas nos sobreviventes.
Como descendente do povo judeu sempre terei uma posição pró-israel e pró-judaica. Porém acho que a situação exige uma percepção mais ampla.
Vejo que muitas outras coisas estão em jogo e que essa Guerra vai além da proteção de Israel ao seu povo e seu território.
Muitos interesses e grandes negócios internacionais terão reflexos com essa Guerra. Vivemos uma crise série e profunda, além das alterações políticas especialmente nos EUA.
Nunca é demais lembrar que o povo palestino tem sido joguete de interesses maiores e alimentado com ódio e armas que não lhes são próprios.
Oremos para que tanto ódio tão arraigado possa se transformar na necessária tolerância e convivência pacífica.
Na prática, precisaremos de longos anos para construirmos harmonia entre os povos.
Os terroristas usam a população civil como escudos humanos, mas é possível que hajam abusos de nossos soldados. Porém é cristalino que Israel, enquanto Estado, não quer nem deseja matar pessoas apenas por não serem seus irmãos consanguineos.
A recíproca não é verdadeira.
Israel não abrirá mão de proteger seu povo e seu território. Nem deve fazer isso. Nossos antepassados foram submetidos a coisas que não podemos mais aceitar.
Porém temos que oferecer propostas concretas para a construção de um caminho de paz. Eu só consigo visualizar a coexistência de todos os povos em qualquer parte do mundo.
Para tanto todos precisamos evoluir.
Que Deus ilumine e proteja a todos!
Prezado Ariel, grato por comentar o post. Entendo e respeito a posição tua e de outros patrícios, porém, mentalizo que para galgarmos algo superior precisamos algumas vezes deixar o passado para trás. Esta é a lei da evolução. Mas, como disse, respeito a posição e opinião de cada um. E verdadareimente torço para a que a paz chegue logo.
Concordo com os teus pontos de vista sobre os interesses na guerra por outras sociedades. Afinal, armas são fabricadas para serem vendidas, certo? Assim como estradas esburacadas promovem a troca de amortecedores e outras peças da suespensão de milhares de caminhões e automóveis, não?
Como já disse também: enquanto a maioria dos habitantes pensarem somente na grana, a evolução não virá!
Grande abraço!
Ei, Peter!
Concordo plenamente com vc.
Sem apegos, com amor e perdoando sempre. Brigar por um pedaço de terra é diminuir o valor da terra. A meu ver, é desrespeitá-la. É querer justificar a guerra através do uso de palavras como “amor”. Amor mata? Amor joga pedra? Amor bombardeia?
Enquanto pessoas e povos se acharem donos da verdade (em qualquer parte do mundo que seja), o mundo infelizmente vai continuar a tristeza que está. Precisamos abrir mão de nosso mundinho pessoal, do nosso egoísmo e egocentrismo e nos abrir para o macro mesmo, como vc falou. Isso gera amor incondicional, creio. O verdadeiro amor – que perdoa, contemporiza, liberta a alma.
É fácil? Não.
Mas já está na hora de a humanidade acordar e enxergar a vida com olhos mais espirituais do que micro-materiais.
bjos
Oi Karina! Você também está certa, mas precisamos aprender a respeitar o tempo de cada um. Isso também faz parte da evolução de todos. O mais importante é respeitar para poder ser respeitado. Tenho certeza que um dia chegaremos lá! Talvez todos ou somente alguns, mas isso é com o nosso gerente que responde ao presidente interplanetário… Bjs